Novidades

06/08/14

Paulo Lins e Luiz Ruffato abordam o retrato do Brasil na literatura contemporânea

Ruffato acredita que a literatura contemporânea brasileira nunca esteve tão bem; Lins vê a cultura como uma das coisas mais importantes da vida

Em um país à margem, como se encontra a atual produção literária brasileira? Para responder a esta indagação, o terceiro encontro da série “Bate-Papo com Escritores” do Fliv - Festival Literário de Votuporanga recebeu nesta terça-feira, dia 5 de agosto, os romancistas Luiz Ruffato e Paulo Lins. A mediação do encontro ficou sob a responsabilidade, mais uma vez, de Heitor Ferraz Mello – poeta, escritor, jornalista e curador literário do Fliv 2014.

O tema proposto para este encontro, “A palavra país”, levou os escritores a uma série de reflexões. Para Ruffato, a literatura contemporânea brasileira nunca esteve tão bem em certos pontos. “Hoje temos vários aspectos sendo discutidos. Além de questões cotidianas, a periferia falando para a periferia, encontra-se em um grande momento”. O escritor ainda ressaltou que “apesar de atualmente a maioria dos autores ser mulher – e isso é muito importante -, temos um longo caminho para pensar o que a literatura representa efetivamente na cena brasileira”.

Paulo Lins, que já participou da terceira edição do Fliv e neste ano voltou como patrono e escritor homenageado, concordou com o pensamento de Ruffato, porém, fez uma ressalva. “A presença da literatura na periferia é importante, mesmo sendo pouca. O grupo é mínimo, mas a cultura sempre esteve no meio da pobreza, é impossível não estar”, afirmou o autor do livro “Cidade de Deus”.

Num outro momento do bate-papo, os escritores também concordaram em dizer sobre como a visão de cidadão reflete na visão do escritor. Em “Cidade de Deus”, por exemplo, os personagens que estão na obra são considerados, por ele, filhos da escravidão. “A violência urbana, o racismo existente na polícia, mostrados no livro, entre outras coisas, são resultados de um Brasil colonizado por 200 anos”, comenta Lins. 

Para o fim do encontro, o escritor deixou uma reflexão à plateia. “Vejo a cultura como uma das coisas mais importantes que se têm na vida. Pode parecer mentira, mas talvez seja ela que salvou os negros da escravidão”, finaliza. 

A série de “Bate-Papo com Escritores” continua ao longo da semana, com a participação de nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Ronaldo Correia de Brito, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, além dos roteiristas Fernando Bonassi e Luiz Bolognesi e do músico Marcelo Yuka.

Programação Bate-Papo com Escritores

Dia 07 de agosto, quinta-feira
Horário: 19h30
Local: Espaço Cine FLIV
A palavra cidadã – com Ignácio de Loyola Brandão
Mediação: Heitor Ferraz Mello
Há 40 anos, o escritor Ignácio de Loyola Brandão lançava, na Itália, o romance “Zero”, que trata da repressão e do desejo de liberdade. Neste encontro, ele vai falar sobre seu livro e os 50 anos do Golpe Militar, no Brasil.
Ignácio de Loyola Brandão é escritor e jornalista. Considerado um dos mais importantes escritores do país, ele já publicou vários livros, entre romances, contos e crônicas. É autor, entre outros, de “Bebel que a cidade comeu”, “Zero”, “Não verás país nenhum” e “O verde violentou o muro”. Seu mais recente lançamento é o livro de memórias “Solidão no fundo da agulha”, com fotos de Paulo Melo Jr. e um CD com canções interpretadas por sua filha Rita Gullo.

Dia 08 de agosto, sexta-feira
Horário: 17h
A palavra mixada - com Marcelo Yuka
Local: Espaço Cine FLIV
Mediação: Paulo Lins
Com forte poder de comunicação, a poesia e a música de Marcelo Yuka retratam a vida vertiginosa das grandes cidades. Neste encontro, Yuka vai falar da sua música como pauta das lutas sociais e também sobre os principais momentos de sua carreira.

Dia 09 de agosto, sábado
Horário: 17h
Local: Espaço Cine FLIV
A palavra projetada – com Fernando Bonassi e Luis Bolognesi
Mediação: Heitor Ferraz Mello
A palavra recriada pelo mundo das imagens, nas telas do cinema e da televisão. Para falar sobre a influência da literatura nos roteiros cinematográficos, esta mesa reúne o escritor e roteirista Fernando Bonassi e o roteirista e diretor de cinema Luiz Bolognesi.
Fernando Bonassi é escritor, dramaturgo e roteirista. Publicou, entre outros livros, “Um Céu de Estrelas”, “Subúrbio”, “Passaporte” e “Prova Contrária”. É também corroteirista dos filmes “Os Matadores” (de Beto Brant), “Através da janela” (de Tata Amaral), “ Castelo Rá Tim Bum” (de Cao Hamburguer), e “Estação Carandiru” (de Hector Babenco). Criou e desenvolveu, em parceria com Marçal Aquino, os seriados "Força Tarefa" e "O Caçador", para a Rede Globo de Televisão. Luiz Bolognesi é roteirista e diretor de cinema. É dele o roteiro do filme “Bicho de Sete Cabeças” e “As melhores coisas do mundo”, ambos com direção de Laís Bodanzky. Como diretor, assina a animação “Uma história de amor e fúria”. Seu trabalho mais recente é “Amazônia”, de Thierry Ragobert, e o documentário “Educação.doc”, em parceria com Bodanzky.


4º FESTIVAL LITERÁRIO DE VOTUPORANGA
De 1º a 10 de agosto 

06/08/14

Fliv recebe a contação de histórias “Uirapuru”, com Aline Alencar

Utilizando recursos de manipulação de bonecos, a atriz narrou a lenda do pássaro encantado que traz felicidade para as pessoas


Lendas que fazem parte do imaginário dos povos indígenas brasileiros deram o tom da manhã desta quarta-feira, dia 6 de agosto, no Fliv – Festival Literário Votuporanga. Cerca de 100 crianças, com idades entre 5 e 10 anos, que ocuparam o Espaço Cine Fliv, não desgrudaram os olhos da atriz e diretora da Cia Forrobodó de Teatro, Aline Alencar, durante a contação da história “Uirapuru”.

Utilizando recursos de manipulação de bonecos, a atriz narrou a lenda do uirapuru, pássaro encantado que traz felicidade para as pessoas. “É por meio dele que as crianças ficam sabendo desse universo de histórias, despertando nelas sentimentos como esperança, coragem e amor”, explica a diretora da companhia. Aline acrescenta ainda, que “a Cia Forrobodó busca referências na região nordeste do Brasil e possui um completo estudo sobre a literatura popular e de cordel”. 

Samily Nascimento, de 8 anos, aluna do CEM “Prof. Maria Martins e Lourenço”, estava com os olhos vidrados no espetáculo e até aquele momento não conhecia nenhuma lenda indígena. “Achei muito legal, principalmente quando fizemos um pedido para o pássaro encantado, espero que ele se realize”, disse.

Até o dia 10 de agosto o Fliv prossegue com uma série de atividades gratuitas para as crianças, como contações de histórias, espetáculos teatrais, exibição de filmes, oficinas de musicalização, espetáculo circense, shows musicais, oficinas de aquarela, entre outras.


4º FESTIVAL LITERÁRIO DE VOTUPORANGA
De 1º a 10 de agosto 

11/08/14

Ronaldo de Britto e Antonio Geraldo falam sobre a importância do cotidiano na criação literária

Observar e ouvir atentamente fatos cotidianos. Estes podem ser os pontos de partida para novas criações literárias, segundo os romancistas Ronaldo Correia de Britto e Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira. A dupla participou de mais um “Bate-Papo com Escritores” da quarta edição do FLIV – Festival Literário de Votuporanga, dia 6 de agosto, no “Espaço Cine Fliv”.

O encontro foi mediado pelo curador literário do Fliv 2014, o poeta e jornalista Heitor Ferraz Mello, que abriu os trabalhos fazendo referência aos livros de Ronaldo de Britto, “Galileia” e de Antonio Geraldo, “As visitas que hoje estamos”, ambas com relação direta à temática proposta para o bate-papo: “A Palavra Interior”. Para Heitor Ferraz Mello, o trabalho dos escritores proporciona ao leitor “um mergulho no interior”.

Discorrendo sobre suas publicações, os autores explicaram que o cotidiano exerce função crucial na construção literária, já que são a partir de situações vivenciadas que ocorre a idealização das histórias. Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, contou que para escrever “As visitas que hoje estamos”, observou as pessoas à sua volta atentamente e utilizou traços que poderiam enriquecer o seu enredo. “Em uma época em que estamos tão acelerados é um desafio tornar-se um observador”.

Já o cearense Ronaldo de Britto, exemplificou descrevendo a importância da oralidade em sua formação como escritor. Foi a partir das histórias contadas pelos “contadores de histórias” de sua cidade natal que ele começou a imaginar e reinventar novos cenários para o que era absorvido. “Minha avó sempre contava como meu avô morreu, de tanto ela contar, eu resolvi escrever do meu jeito, queria escrever de um modo mais bonito, poético. Evidentemente inventei uma versão que não era totalmente fiel à história contada por minha avó”.

Outro ponto abordado pelos autores foi a questão da identificação que a literatura deve exercer no leitor. Dessa forma, quando se escreve um livro, ele não é mais do autor, torna-se do indivíduo que encontrou sua voz nas páginas da obra literária.

Por fim, a mesa foi aberta para perguntas do público que participou de forma ativa do debate. Os autores leram ainda trechos de suas obras que possuíam forte relação com situações vividas por eles.


05/08/14

Chacal e Alice Sant’anna promovem encontro de gerações em torno da poesia

A poesia foi o destaque da segunda noite da série “Bate-Papo com Escritores”, da quarta edição do FLIV – Festival Literário de Votuporanga, nesta segunda-feira, dia 4 de agosto. Os convidados, Chacal, pioneiro da poesiamarginal surgida nos anos 70 e a jovem poetisa carioca de 26 anos, Alice Sant’Anna, promoveram um encontro de gerações em torno da poesia.

Cerca de 200 pessoas ocuparam aplateia do “Espaço Cine Fliv” para ouvir os autores – mediados pelo jornalistae curador do Fliv, Heitor Ferraz Mello – falarem sobre o tema proposto para anoite, “A palavra afaga e apedreja”.

 

Essa diferença de gerações ficou evidenciada quando os poetas discorreram sobre como este gênero literário começoua fazer parte de suas vidas. Para Chacal o divisor, de águas em sua carreira como poeta foram as poesias de Oswald de Andrade e a psicodelia dos Beatles,que provocaram identificação quase imediata ao escritor.

 

Sua primeira publicação foi feita demodo independente e a partir da ideia de um amigo, que sugeriu que Chacalmimeografasse seu primeiro livro, fazendo assim emergir o poeta marginal noqual ficou conhecido. “O próprio ato de fazer poesia pode ser considerado umaforma de protesto, já que se torna contrária à forma estrutural com que a prosaé geralmente apresentada”, argumentou o poeta.


Por sua vez, Alice Sant’Anna contouque foi a partir de uma pesquisa escolar que descobriu a poetisa Ana Cristina César e se apaixonou, fato que a motivou a começar a escrever seus  próprios poemas. Além disso, Alice comentou que “que a melhor parte de fazer poesia são os encontros proporcionados e a possibilidade de novos amigos”.


Chacal e Alice concordam que a forma sintética e a estrutura fora do convencional são os principais motivos para sefazer poesia, além da subjetividade própria dos poemas. Desta forma, possibilitam ao público criar uma relação com a escrita para o significado surgir fazendo com que cada indivíduo tenha sua própria interpretação.


A série de “Bate-Papo com Escritores”continua ao longo da semana, com a participação de nomes como Ignácio de Loyola Brandão, Paulo Lins, Ronaldo Correia de Brito, Luiz Ruffato, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, além dos roteiristas Fernando Bonassi e Luiz Bolognesi edo músico Marcelo Yuka.

 

 

4ºFESTIVAL LITERÁRIO DE VOTUPORANGA

De 1º a 10de agosto

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05/08/14

Contação de histórias do Fliv resgata a memória circense entre o público infantil

Entre risos, aplausos, gargalhadas e sob os olhares atentos das quase 100 crianças com idades entre 6 e 10 anos, que ocupavam o “Espaço Cine Fliv”, na manhã desta terça-feira, dia 5 de agosto, o Palhaço Álvaro Rovares levou a magia do mundo do circo para os pequenos..

Álvaro comandou a contação de histórias baseada em um livro de sua própria autoria “A Cidade Alegria e os três palhaços”. A obra conta a história de três palhaços, “Lelé, Florzinha e Salxixa” que se encontram por acaso em um circo da Cidade Alegria e tornam-se amigos. De forma improvisada, Álvaro promove a interação total da plateia, tendo como objetivo principal o resgate da memória e da linguagem circense.

 “Trabalho como palhaço há 10 anos e aos poucos o circo foi sendo esquecido. Há crianças que nunca tiveram a oportunidade de assistir a um espetáculo circense. Meu objetivo é trazer isso de volta” destaca Álvaro.

Álvaro contou ainda, um pouco de suas experiências como palhaço, já trabalhou com oficinas de palhaço, no“Projeto Palhaços de Plantão” e “Projeto Escola” atendendo mais de sete mil crianças ao longo de sua carreira. Atualmente seu último trabalho é o espetáculo “O Circo”, através da “Cia Teatral Entre Aspas”.

Ruan, 10 anos, aluno do 4º ano daescola CEM “Prof. Geyner Rodrigues” assistiu atento ao espetáculo, “nunca tinhaido ao circo antes, gostei muito da experiência e quando for possível quero participar de novo”.

 

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05/08/14

Fliv 2014 recebe mais de 2200 alunos no primeiro dia de agendamentos para escolas

São esperadas diariamente a visita de dois mil estudantes, com idades entre 4 e 21 anos, das cerca de 40 escolas da cidade de Votuporanga


Um dos públicos mais fiéis do Fliv – Festival Literário de Votuporanga, os alunos das redes municipal, estadual e privada de Votuporanga e região, têm um destino certo entre os dias 4 e 9 de agosto. No primeiro dia útil de agendamento para escolas, o festival já recebeu cerca de 2200 alunos.

São esperadas diariamente a visita de dois mil estudantes, com idades entre 4 e 21 anos, das cerca de 40 escolas da cidade de Votuporanga. Além disso, o festival recebe também a visita de alunos vindos de cidades da região como Fernandópolis, Parisi, Cardoso, Monções, Valentim Gentil, Jales, Cosmorama, entre outras.

Durante a visitação, além de participarem de contações de histórias, espetáculos teatrais, oficinas de artes e de conhecerem os espaços do Fliv, os estudantes da rede municipal de ensino ganham livros infantis, doados pelas escritoras e curadoras da Programação Infantojuvenil, Patrícia Engel Secco e Tarsilinha do Amaral.


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04/08/14

Interatividade virtual marca a abertura da série “Papo Cabeça” do Fliv 2014

Mundo digital, jovens digitais e uma vida digital. Estas foram as principais abordagens no primeiro “Papo Cabeça” do Fliv – Festival Literário de Votuporanga, realizado na manhã do dia 4 de agosto.

Realizada pelo Senac de Votuporanga, a série tem como principal objetivo, segundo a gerente do Senac na cidade, Eliane Godói, “estimular os jovens a lerem e a escreverem, usando uma linguagem que é comum e acessível a eles, a web”.

Para tanto, o professor Geraldo Peçanha de Almeida, responsável pela série, propôs uma atividade interativa para os mais de 200 jovens estudantes – em sua maioria do ensino médio - que ocupavam a Concha Acústica “Prof. Geraldo Alves Machado”. O professor criou um ambiente dinâmico, usando o aplicativo “WhatsApp” e fez exercícios de percepção sobre as diferenças entres os conceitos “navegar” e “naufragar na internet”. A interação foi totalmente virtual, via aplicativo.

O sucesso da atividade pode ser medido nas mais de 200 mensagens que o professor recebeu ao longo dos 90 minutos de duração do encontro.

Filtro - Para o professor, o cuidado na hora de filtrar as informações é essencial. “Se naufragarmos na web, nunca vamos conseguir conteúdos válidos e está aí a importância de usar a tecnologia com responsabilidade e a seu favor. Devemos navegá-la e filtrar as informações corretas”, disse.

Por meio desta atividade do Fliv, Peçanha quis mostrar que, mesmo em um momento de descontração, é possível pesquisar conteúdos informativos. Ele finalizou, afirmando ainda que “o professor pode e deve trazer a tecnologia para a sala de aula”. Vale ressaltar que Geraldo Peçanha é escritor de literatura infantil e de livros pedagógicos, com mais de 40 obras publicadas.

A série “Papo Cabeça” do Fliv ocorre ainda no dia 5 de agosto, terça-feira, em dois horários, às 10h e 14h, na Concha Acústica “Prof.Geraldo Alves Machado”.

 

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04/08/14

Programação infantojuvenil do Fliv deixará legado para Votuporanga

A programação infantojuvenil da quarta edição do Fliv – Festival Literário de Votuporanga deixará legado para as mais de 40 escolas da rede pública de ensino da cidade. Equipamentos do “Espaço Brincar”e kits de livros inclusivos (livros que promovem a integração entre pessoas com e sem deficiência) serão doados para as escolas.

Segundo uma das curadoras da programação para crianças e jovens do Fliv, a escritora Patrícia Secco, as redes de ensino receberão kits de livros inclusivos da série “Um presente para todos nós”. A iniciativa vai ao encontro de um dos principais objetivos do Festival: despertar e aumentar o hábito da leitura nas crianças e jovens de Votuporanga, além de possibilitar a inclusão de alunos com deficiência visual à leitura.

Divididas em espaços como o Calçadão da Concha Acústica, o Cine FLIV, a Escola de Artes e o Espaço das Histórias, as atividades selecionadas foram pensadas com a intenção de divertir as crianças, de uma maneira lúdica.

A curadora Patricia Secco explica ainda que “o espetáculo ‘O Leão e o Ratinho’, da Cia. Fábrica de Sonhos, por exemplo, tem um foco muito grande nos valores humanos. Já a peça ‘O Beco’, encenada pelo Grupo Senac de Teatro, aborda temas como a urbanização, fazendo com que as crianças aprendam sobre o cuidado com os espaços públicos”. 

Patrícia ainda destaca a importância das crianças servirem como fiscais dos próprios pais, “quando uma criança aprende algo, de certa forma, ela acaba ensinando os pais, tornando-se o exemplo em casa”. 

Mundos dos livros - Já no “Espaço Brincar”, montado na Praça da Matriz, a responsável pela Cenografia do Fliv Silvia Engel, explica que os equipamentos foram montados a fim de possibilitar um mergulho na literatura. “A ideia é que as crianças tenham contato com o mundo dos livros, ver que é acessível”.

Os brinquedos foram pensados de forma lúdica e remetem ao universo literário, como um grande escorregador que lembra uma estante de livros, painel de palavras, chuva de letras, bancadas com livros suspensos, etc.

 

01/08/14

Fliv terá participação de 170 monitores durante os dez dias

Visitantes que passarem pelo Festival poderão contar com auxílio, orientações e informações de estudantes dos cursos de Licenciatura da Unifev

O Fliv – Festival Literário de Votuporanga contará mais uma vez com a participação dos estudantes dos cursos de Licenciatura da Unifev. Nesta edição 170 atuarão como monitores durante os dez dias do evento que começa nesta sexta-feira e segue até o dia 10 de agosto na Concha Acústica e Praça Dr. Fernando Costa.

Diariamente o evento terá 40 monitores que se revezarão em turnos. Eles irão acompanhar os alunos das escolas visitantes, além de prestar informações e orientações a toda população. Os alunos foram orientados pela organização do evento em uma reunião realizada na última quarta-feira (30/7) no auditório da Cidade Universitária da Unifev.

A secretária da Cultura e Turismo de Votuporanga, Silvia Stipp, afirma que a monitoria dos alunos é de extrema importância para a organização do evento.  

Organizado pela Associação Cultural Moinho de Ideias, em parceria com a Prefeitura de Votuporanga, o Fliv contará com debates com escritores, lançamentos de livros, leitura de histórias, shows e espetáculos teatrais. Mais informações e a programação completa estão no site do Festival (www.flivotuporanga.com.br).

31/07/14

Abertura do Fliv e inauguração da Escola de Artes acontecem nesta sexta

Cerimônia terá início às 20h na Escola de Artes e segue às 20h30 no palco da Concha Acústica com abertura do Festival
 
O prefeito de Votuporanga Junior Marão inaugura a Escola Municipal de Artes nesta sexta-feira (01/8), às 20h, nas dependências da unidade, acompanhado da secretária da Cultura e Turismo, Silvia Stipp, e demais autoridades locais.
O prédio onde funcionava a Biblioteca Municipal de Votuporanga se tornou um espaço cultural que abriga projetos da Secretaria da Cultura e Turismo como, por exemplo, Música na Escola, Guri, Núcleo de Iniciação às Artes Cênicas, Corporação Musical Zequinha de Abreu, e Centro de Folclore.
A Escola Municipal de Artes conta hoje com 10 salas de aulas individuais, uma para percussão e duas para ensaios de grupos. Além do espaço cultural a estrutura do prédio ainda oferece banheiros masculino, feminino e para portadores de necessidades especiais, área administrativa e um auditório.
Abertura Fliv
Logo após o descerramento da placa da Escola Municipal de Artes as autoridades seguem para o palco da Concha Acústica onde haverá a abertura do Fliv, às 20h30. O evento contará com a presença de autoridades locais e representantes das empresas e instituições parceiras. 
Ao final da cerimônia, o público que estiver na Concha Acústica vai poder prestigiar gratuitamente o show “Amizade Sincera”, de Sérgio Reis e Renato Teixeira.  Amigos desde os anos 60, Renato e Sérgio são vizinhos e já trocaram diversas experiências musicais. 
A direção musical do show fica por conta dos próprios cantores. O repertório inclui composições que os fãs da música sertaneja rural brasileira conhecem bem como: Tocando em Frente, Romaria, Amora, Comitiva Esperança, O Menino da Porteira, Vide Vida Marvada, Frete e Trem do Pantanal.
A banda inclui dois filhos de Renato, Chico Teixeira no violão de doze cordas, e João Lavraz no baixo, e um filho de Sérgio Reis, Paulo Reis na viola de dez e violão. Completam o grupo Dudu Portes (renomado baterista que já tocou com Elis Regina) e Márcio Werneck (na flauta e clarineta).

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