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Rede Panapanã dará seu recado no FLIV 2016

Por que existe o movimento feminista? Como ele pode contribuir para melhorar o mundo? Quais são as mulheres que lutaram e lutam pela causa? Como garantir o direito à diversidade e à democracia? Se você se interessa por estes temas, não pode perder a programação preparada pela Rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista para o FLIV - Festival Literário de Votuporanga deste ano, que é uma ode ao universo feminino. Duvida? A poetisa Cora Coralina é a homenageada da edição; sua filha, Vicência Bretas Tahan, é uma das convidadas especiais e a participação da Rede Panapanã coroa a celebração às mulheres.

No próximo sábado, dia 22, às 9h30, a palestra “Por que lutam as mulheres” abrirá a participação da Rede no Festival. Serão apresentados os princípios norteadores de ações e atividades realizadas pela Panapanã na região e as diferentes abordagens sobre gênero e diversidades, bem como as principais conquistas para os movimentos de mulheres e feministas.

No dia 28/10, às 15h30, as convidadas especiais da Rede Panapanã, Criméia Almeida e Amelinha Teles, falarão sobre mulheres que lutaram contra a ditadura militar, com paixão e resistência, em defesa da democracia, e a perspectiva de estudantes e professores quanto ao contexto de reformas na educação. Os mediadores serão os docentes Paulo Stipp, Sylvia Okimoto e Ligia Pontes. 

No dia 29/10, às 18h30, em “Narrativas Feministas”, Amelinha Teles abordará a luta das mulheres em tempos de golpe militar e a contribuição dessa geração para os atuais movimentos feministas, que buscam por transformações nas relações entre homens e mulheres, a partir de novas formas de pensar e agir.  As mediadoras serão as integrantes da Rede Panapanã Terezinha Gonzaga e Angelita Toledo.

 

Da guerrilha à imprensa feminista

A participação da Rede Panapanã no FLIV inclui o lançamento do livro “Da guerrilha à imprensa feminista - a construção do feminismo pós-luta armadano Brasil” (1975- 1980), Editora Intermeios, coleção Entregêneros, de Amelinha Teles e Rosalina Santa Cruz Leite. “As mulheres que lutaram contra a ditadura militar traziam a irreverência, a paixão e a rebeldia da resistência. Uma boa parte das militantes políticas contribuiu para a retomada do feminismo dos anos de 1970, adotando uma nova forma de pensar e fazer política, buscando politizar as relações cotidianas e transformar a qualidade das relações entre mulheres e homens. Lutaram, também, por liberdades democráticas, pela Anistia e pelo fim da ditadura. Houve aquelas que alavancaram, a partir do feminismo, a luta pela emancipação humana, por uma sociedade de mulheres e homens livres”, contam as autoras.

 

As resistentes

Amelinha Teles é “feminista histórica”; ex-presa política na época da ditadura, ainda é ativista política e de direitos humanos. Fundadora e diretora da União de Mulheres de São Paulo desde 1981, atualmente é assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”. É autora dos livros: “Breve História do Feminismo no Brasil” (Editora Brasiliense, São Paulo, 1993), em co-autoria com Monica de Melo; “O que é violência contra a mulher” (Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense, São Paulo, 2002); “Os Cursos  Direito sob a perspectiva de Gênero” (Sergio Antonio Fabris Editor, Porto Alegre, 2006); e “O que são direitos humanos das mulheres” (Editora Brasiliense, São Paulo, 2006).Compõe a Coordenação Estadual das Promotoras Legais Populares de São Paulo desde 1994.

Rosalina Santa Cruz Leite é professorada PUC/SP, assistente social e foi secretária municipal de assistência social no governo da prefeita Luiza Erundina. Ex-presa política, é membro da Comissãoda Verdade da PUC/SP. Tem vários artigos publicados em revistas e periódicos sobre gênero, criança e adolescente e direitos humanos. Autora do livro “A Operária Metalúrgica” (Editora Cortez).

Criméia de Almeida, irmã de Amelinha Teles, é da União de Mulheres de São Paulo, militante dos Familiares dos Desaparecidos Políticos e ex-guerrilheira no Araguaia. Foi torturada mesmo estando grávida de sete meses. Em depoimento à Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva”, na Assembleia Legislativa de São Paulo, Criméia contou que um suposto médico acompanhava suas torturas. “Ele dizia: ela aguenta a tortura nos pés e nas mãos, só não pode espancar a região da barriga.” Continuou sendo torturada até dar à luz a seu filho, ainda que sob constantes ameaças dos militares de que ele não sobreviveria. Após o parto, Criméia foi impedida de vê-lo e só pôde recuperá-lo 53 dias depois de seu nascimento, desnutrido e dopado. Em 2005, Criméia e seus familiares moveram uma ação declaratória contra o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, chefe do DOI-Codi na época da ditadura, responsabilizando-o pelas torturas sofridas.Três anos depois, a Justiça de São Paulo acatou a ação e Ustra se tornou oprimeiro agente da ditadura a ser declarado torturador. Em 2012, ele teve seu recurso negado. Criméia mantém sua atuação política por meio da Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos. É uma das presas políticas depoentes do  filme “Que bom te ver viva”, da cineasta e ex-presa política Ana Murat.

 

A Rede Panapanã

A Rede Panapanã de Mulheres do Noroeste Paulista foi fundada em Votuporanga, em março de 2016. Panapanã é um substantivo feminino de origem indígena (tupi), que significa “um bando de borboletas ou uma nuvem de borboletas em migração”, e significa, para o grupo, a transformação, a liberdade, a diversidade, e a beleza enquanto essência e não aparência. É uma Rede apartidária que visa defender e lutar pelos direitos das mulheres como direitos humanos e ainda contra qualquer tipo de exploração, opressão e discriminação por classe, raça, etnia, religião, geração, região ou nação, condição física e orientação sexual. Mais informações em facebook.com/redepanapana

 

O FLIV

O FLIV é considerado o maior evento multicultural gratuito do Estado de São Paulo. Acontecerá de 21 a 29 de outubro, no Parque da Cultura, com atividades gratuitas abertas ao público, contabilizando cerca de 125 horas de promoção à cultura, com foco no incentivo à leitura junto ao público infanto-juvenil. Entre as principais atrações desta edição estão a filha de Cora Coralina, Vicência Bretas Tahan, e escritores como Ignácio de Loyola Brandão, Marcia Tiburi e Lourenço Mutarelli. Saiba mais em flivotuporanga.com.br ou no facebook.com.br/flivotuporanga.

 

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