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Ronaldo de Britto e Antonio Geraldo falam sobre a importância do cotidiano na criação literária

Observar e ouvir atentamente fatos cotidianos. Estes podem ser os pontos de partida para novas criações literárias, segundo os romancistas Ronaldo Correia de Britto e Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira. A dupla participou de mais um “Bate-Papo com Escritores” da quarta edição do FLIV – Festival Literário de Votuporanga, dia 6 de agosto, no “Espaço Cine Fliv”.

O encontro foi mediado pelo curador literário do Fliv 2014, o poeta e jornalista Heitor Ferraz Mello, que abriu os trabalhos fazendo referência aos livros de Ronaldo de Britto, “Galileia” e de Antonio Geraldo, “As visitas que hoje estamos”, ambas com relação direta à temática proposta para o bate-papo: “A Palavra Interior”. Para Heitor Ferraz Mello, o trabalho dos escritores proporciona ao leitor “um mergulho no interior”.

Discorrendo sobre suas publicações, os autores explicaram que o cotidiano exerce função crucial na construção literária, já que são a partir de situações vivenciadas que ocorre a idealização das histórias. Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, contou que para escrever “As visitas que hoje estamos”, observou as pessoas à sua volta atentamente e utilizou traços que poderiam enriquecer o seu enredo. “Em uma época em que estamos tão acelerados é um desafio tornar-se um observador”.

Já o cearense Ronaldo de Britto, exemplificou descrevendo a importância da oralidade em sua formação como escritor. Foi a partir das histórias contadas pelos “contadores de histórias” de sua cidade natal que ele começou a imaginar e reinventar novos cenários para o que era absorvido. “Minha avó sempre contava como meu avô morreu, de tanto ela contar, eu resolvi escrever do meu jeito, queria escrever de um modo mais bonito, poético. Evidentemente inventei uma versão que não era totalmente fiel à história contada por minha avó”.

Outro ponto abordado pelos autores foi a questão da identificação que a literatura deve exercer no leitor. Dessa forma, quando se escreve um livro, ele não é mais do autor, torna-se do indivíduo que encontrou sua voz nas páginas da obra literária.

Por fim, a mesa foi aberta para perguntas do público que participou de forma ativa do debate. Os autores leram ainda trechos de suas obras que possuíam forte relação com situações vividas por eles.


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